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“Indo para campo grande
passei por grota funda
vi uma menina pelada
passando talco na... face”
Vovô Valle
Se eu acreditasse em Deus e em orações, eu rezaria. Mas como religião nunca foi meu ponto forte, eu prefiro pedir para você cuidar da gente, onde quer que você esteja. Ah, vô, você não imagina a falta que você faz por aqui. Como eu queria que você tocasse a campainha e falasse “é o vovô” com a sua voz rouca e tranqüila. Como eu queria deitar a cabeça no seu colo para você me fazer cafuné. Outro dia, vô, eu fui parar na emergência de um hospital, morrendo de medo, e o que eu realmente queria não era a companhia de nenhuma das pessoas que poderia estar lá comigo, eu queria era você. Outro dia minha filha nasceu, e eu não tenho nem palavras para explicar como eu queria que você entrasse naquela sala de parto comigo. Mas do meu jeito, eu acredito que você estava lá nesses momentos, assim como eu acredito que você agora não vai deixar acontecer nada de ruim com a minha filha e comigo, e da mesma forma que eu me sentia super protegida por você quando eu morava pertinho do cemitério. Ah, vô, cuida de mais essa Julia também. Cuida da gente porque eu posso até não acreditar na proteção de Deus, mas na sua eu acredito.
posted by MÁRCIA DO VALLE
2.7.09
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“Quero amor, quero amor, quero,
quero amor puro”
Doces Cariocas
Eu desconstruo para reconstruir mais bonito. Ou para não reconstruir nada e deixar um espaço vazio onde só restavam ruínas e destroços. Eu morro para renascer das cinzas, como uma fênix indestrutível, porque ressuscitar depois de três dias inteiros é pouco para mim. Eu deixo a boiada me atropelar, para depois usar magia dos xamãs e me levantar. Eu desfaço, destruo e desmantelo para reciclar a energia e dar lugar ao novo, ou ao nem tão novo assim. Que venha a próxima página, o próximo capítulo, o próximo volume, o próximo ano, a próxima estação, o próximo de forma geral, inclusive aquela pessoa que está por perto. Que venha o depois, o amanhã e o dia seguinte. Que venha o inédito ou o repetido, mas que venha alguma coisa, em vez de tudo permanecer e continuar.
posted by MÁRCIA DO VALLE
1.7.09
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Mais uma carta para a filha
Desde que eu descobri que você estava dentro da minha barriga, filha, a frase que eu mais te digo é “mamãe ama a neném”. E sempre te digo isso mil vezes por dia. Duas mil. Enfatizando a palavra “ama”.
Agora, você já está começando a falar duas palavras juntas. Segundo meu ponto de vista de mãe coruja, você já fala frases. E uma das frases que você fala é “mamãe ama”. E você fala isso bem explicadinho, pronunciando bem todos os fonemas. E quando eu pensei que você fosse começar a colocar a palavra “neném” no fim dessa frase, você começou a diversificar. Então você fica um tempão, conjugando o verbo amar com todas as pessoas que você já sabe chamar: mamãe ama, vovô ama, titia ama, vovó ama, papai ama, e assim por diante.
É, filha, todas essas pessoas que você fala te amam. Muito. E acho que uma das coisas mais importantes que eu já te ensinei foi isso: que você é muito amada. Que todos os que estão perto de você te amam. E conjugar o verbo amar não é simples não, tem muito adulto que acha isso praticamente impossível. Mas pode deixar que eu vou estar sempre aqui para te ensinar a desdobrar a palavra amor de todas as maneiras para você, inclusive na forma de gestos e de carinhos.
Mamãe ama a neném.
posted by MÁRCIA DO VALLE
30.6.09
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Mais uma carta para a filha
Filha, você merece o melhor. Sempre. Sem dúvida. E eu faço o que for preciso para te garantir sempre o melhor. Só que a parte mais difícil é descobrir o que é o melhor para você. Eu me esforço muito, filha, mas não dá para ter certeza se estou realmente conseguindo escolher o melhor para você. E como ninguém é perfeito, certamente algumas vezes eu vou escolher mal, mesmo tentando acertar.
Agora, filha, eu tenho repensado quais devem ser as prioridades nas nossas vidas. Pode ser que o mais importante seja garantir estabilidade e conforto. Mas esses não são os meus valores, não são os valores que eu quero transmitir para você. Os valores que eu quero te ensinar são sobre a importância dos sentimentos, sobre a necessidade de viver de acordo com os seus princípios e, principalmente, viver de acordo com seus sentimentos. Quero te ensinar a ser verdadeira consigo mesma, porque acho que é isso o que diferencia uma mulher de verdade de uma sobra, um fantasma. E é por acreditar nesses conceitos, filha, que vou dar uma sacudida grande nas nossas vidas. Pode ser que as coisas demorem a se reacomodar. É muito provável que, depois de se reacomodarem, as coisas não fiquem tão confortáveis quanto são agora. E eu sei que vão chover críticas e julgamentos negativos em cima de mim. Mas outra coisa que eu quero te ensinar, filha, é a agir de acordo com as suas próprias verdades, e não com as verdades dos outros, mesmo que te rotulem de maluca por causa disso.
Mas o verdadeiro motivo dessa carta é tentar evitar que você seja mais uma a me criticar e me condenar, mesmo que seja daqui a muito tempo. Porque mesmo que as suas verdades não sejam as mesmas que as minhas, pode saber que tudo o que eu estou fazendo é para buscar o que eu acredito ser o melhor para a gente. Tudo o que estou fazendo está de acordo com os valores que eu acredito e quero te transmitir.
Te amo, filha. Muito mesmo!
posted by MÁRCIA DO VALLE
29.6.09
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Mais uma carta para a filha
Desde que você nasceu, filha, você tem uma tia, um tio e duas primas que moram longe, bem longe. Tão longe que só dá para ir para a casa deles de avião. Por isso, a gente fica alguns meses sem encontrar eles, depois encontra de novo, depois espera mais alguns meses, e assim por diante.
Esse mês, filha, eles vieram para cá e você curtiu muito brincar com as primas, ficar de chamego com a tia, e vocês passearam muito por vários dias seguidos. Só que agora, filha, eles foram para longe de novo. Mas você fica pedindo para ver a fotos das primas, aponta e fala o nome delas, aponta para a foto da tia e fala “tia”, e a sua bonequinha “little people” que parece uma das primas e que você chama pelo nome dessa prima, essa bonequinha foi sua companheira inseparável nesse fim de semana: comeu com você, tomou banho com você, passeou de carro com você... É, filha, você está descobrindo a saudade. Essa vontade de ficar perto de quem está longe. Esse sentimento que te fez ficar quieta no meu colo um tempão, fazendo graça para as primas na frente da câmera e vendo elas pela tela do computador.
Ah, filha, eu já conheço a saudade bem mais do que você, e sei como ela pode ser dolorida. Então, quando vejo que você, tão pequena, já está descobrindo a saudade, me dá o maior aperto no peito. Porque eu lembro que o mundo não tem sempre sabor de chocolate, e que por isso você também vai ter que experimentar todos os outros sabores, mesmo os mais azedos e amargos. É, filha, sei que isso vai ser inevitável, mas o máximo que eu posso fazer é te dar a certeza de que eu vou estar sempre ao seu lado, mesmo quando você descobrir os lados sombrios do mundo.
Te amo, filha. Muito!
posted by MÁRCIA DO VALLE
26.6.09
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Mais uma carta para a filha
Agora você faz uma aula muito bacana, de psicomotricidade. Entre outras, lá te ensinam a ter consciência sobre o seu próprio corpo. Já notei que, por enquanto, a ênfase tem sido dada aos pés. Até aí, tudo bem, você já me ajuda a tirar os sapatos, já consegue tirar as meias sozinha e me parece ter bastante conhecimento sobre seus pés.
Só que um dia, viajamos e ficamos hospedadas no mesmo hotel que uma mulher muito bacana, que sempre brincava com você na piscina, mas que não tinha o dedão de um dos pés. O resto do pé dela era como qualquer outro pé, mas no lugar do dedão, ficava aquele vazio. E era só você encontrar essa mulher na piscina, com os pés descalços, que você apontava para o não-dedão dela e ficava fazendo cara de pergunta, cara de “cade?”. E você apontava para o pé dela, apontava para o seu pezinho e ficava fazendo essa cara de “cadê?”. E a mulher, que nem falava português, todos os dias te respondia “no hay”, com uma naturalidade de quem já está acostumada com reações bem piores do que o seu questionamento inocente.
Mas isso não era tudo, filha. Depois de conhecer a mulher sem dedão do pé, quando você me ajudava a tirar seus sapatos e tirava as meias sozinha, você acrescentou mais uma atividade depois dessas duas: puxar o seu dedão do pé. E é claro que ele não saía. Mas mesmo assim você insistia, provavelmente sem entender porque aquela mulher conseguia tirar o dedão dela e você não conseguia tirar o seu.
E foi por isso, filha, que eu resolvi te explicar sobre pés. Por enquanto, filha, bastou te explicar que seus pés são lindos e parecidos com os pés da maioria das pessoas. O pé daquela mulher é que era diferente dos outros, por isso ela não tinha um dedão. Mas o seu pé, filha, assim como o meu, tem um dedão que não sai e que é bonito.
Um dia, filha, você vai acabar aprendendo sobre mais do que pés, corpos, diferenças, mutilações, deficiências e preconceitos. Porque o mundo, filha, não é todo cor de rosa como eu gostaria que fosse. Mas por enquanto, acho que basta você saber que seu pezinho é lindo, que você não precisa tentar tirar o seu dedão como você já sabe tirar a meia.
Te amo, filha!
posted by MÁRCIA DO VALLE
26.6.09
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Mais uma carta para a filha
Outro dia, filha, eu estava querendo te colocar para dormir, mas você não se desligava dos brinquedos que estavam espalhados no seu quarto. Então acendi a luz e combinei com você que a gente ia guardar todos os brinquedos no armário, depois ia apagar a luz e dormir. Você entendeu direitinho e foi me passando alguns brinquedos, me apontando outros, e rapidinho eu considerei que a gente já tinha guardado tudo. Só que você me apontou as bonecas que eu coloco lá em cima para enfeitar. Eu pensei bem, tirei as bonecas e guardei no armário também. Aí você me apontou todos os enfeites grudados na parede: a flor, a abelhinha... E não dava para simplesmente desgrudar tudo da parede para guardar. E como eu vi que a próxima coisa que você ia apontar para a gente guardar no armário eram as bonequinhas desenhadas no seu lençol, eu combinei com você que a gente já tinha guardado bastante, que já era hora de apagar a luz e dormir.
Só que mesmo depois que você dormiu, filha, eu fiquei pensando que você está mais do que certa. Porque brinquedos não são só os produtos que a gente compra em lojas de brinquedos não. As flores da parede, as bonequinhas desenhadas no lençol, e tudo o mais que nos divertir, que fizer a gente feliz, tudo isso é brinquedo, é brincadeira, é o lado divertido da vida. A vida inteira, filha, deveria ser assim: um monte de coisas que nos diverte tanto, que podem ser consideradas brinquedos. E o que eu realmente quero, filha, é que se um dia a gente resolver guardar mesmo todos os brinquedos no armário, não sobre nadinha de nada do lado de fora, nem mesmo nós duas. Porque o maior elogio que eu posso ganhar, é ser sua brincadeira preferida. Te amo, filha!
posted by MÁRCIA DO VALLE
15.6.09
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Sobre a maternidade
Quando uma criança nasce, além da placenta, ela também traz ao mundo a culpa que sua mãe vai carregar para sempre, por diversos motivos. Porque mãe é craque em se sentir culpada, cada uma por seus motivos. Se sente culpada por ser rigorosa demais, ou por não conseguir dar limites, ou por ter que deixar a criança com outra pessoa (mesmo que seja só para a mãe tomar um banho), ou por ter vontade de fazer outras coisas além de ficar com a criança, ou por ter paciência de menos... A criatividade das mães é infinita quando se trata de criar motivos para culpa, e ainda pode contar com a ajuda da internet para condenar tudo o que ela faz, até mesmo a funchicórea. E como se não bastasse tudo isso, ultimamente ainda há quase uma obrigatoriedade imposta pela sociedade de que o parto tem que ser um parto normal, e a mãe tem que manter o aleitamento exclusivo até o sexto mês. Porque a mãe que, por qualquer motivo, não cumprir algum desses dois itens, tem a obrigatoriedade de acrescentar mais algumas toneladas às culpas naturais que ela já carrega por conta das minhocas que habitam em sua cabeça. Mas e a independência que cada um deveria ter para estabelecer seus próprios limites? E a autonomia para decidir sobre seu próprio corpo? E a liberdade de opiniões? De idéias? Tudo isso vai para o lixo, em prol dessa determinação pré-concebida? Mas toda idéia pré-concebida não é o mesmo que preconceito? Seria então, essa obrigatoriedade inventada pela sociedade, o início do preconceito com as mães que fazem cesáreas ou que não mantêm o aleitamento exclusivo até o sexto mês?
É unanimidade que, quando uma criança nasce, todos se sentem no direito de dar pitaco. Também é unanimidade que esse excesso de pitacos costuma atrapalhar a mãe. Mas ninguém questiona essas duas novas imposições. Não seriam essas novas imposições, mais dois pitacos que nem sempre contribuem? E a estabilidade emocional da mãe, não é um bem valiosíssimo para o bebê? E a desestabilidade emocional causada quando uma mãe, por algum motivo, não atinge algum desses pontos obrigatórios para a formação de uma boa mãe? É justo impor o parto normal à uma mãe, quando nem mesmo os profissionais da área da saúde chegam a um consenso sobre a episiotomia? E as eventuais complicações médicas que levam à imposição da cesárea, são uma sentença vitalícia de que aquela nunca poderá ser uma boa mãe? Será que uma mamadeira de leite NAN, dada pela mãe com carinho e atenção, não tem suas qualidades? Não consegue formar e fortalecer o vínculo entre a mãe e o bebê, como é um dos grandes objetivos da amamentação? Será que a criança precisa mesmo de aleitamento exclusivo para se beneficiar dos anti-corpos da mãe e uma única mamadeira de leite NAN por dia coloca tudo isso por terra? E será que essa mamadeira de NAN, dada pela mãe com carinho e atenção, não pode ser até mais benéfica do que uma mamadeira de leite materno tirado com bomba e dado por uma babá? E o desinteresse pelo sexo durante o período de aleitamento exclusivo, alguma dessas campanhas e reportagens sobre amamentação levanta esse ponto? Porque quando essas campanhas falam no vínculo impenetrável entre mãe e filho que se forma com a amamentação, onde nem o pai consegue se inserir, as mães de primeira viagem não percebem que se trata de falta de sexo e de tesão. E as possíveis conseqüências desastrosas que esse longo período de estiagem pode ter para o casal, para a família do bebê? Nada disso importa? Será que um suquinho de laranja lima antes dos seis meses é tão prejudicial assim? Será que o mais importante não é a mãe transmitir segurança e amor ao bebê, e sim que ela obedeça a estas normas da sociedade?
Nada disso é questionado, e seguem as revistas mostrando grávidas sorridentes, mães que acabaram de parir e já estão sorridentes, e reportagens nada imparciais mostrando só o lado bom de tudo. Uma vez, uma amiga comentou que via todas essas grávidas sorridentes nas revistas, e se perguntava se só ela ficava mal-humorada com toda a variação hormonal da gravidez. Também é assim com as campanhas e os grupos de apoio ao parto normal e ao aleitamento exclusivo: só sorrisos. Mas será que vale a pena simplesmente obedecer, ou se esforçar ao máximo para obedecer, mais estas duas regras da sociedade? Ou o exercício de questionamento ainda pode ocasionar reflexões, evolução e benefícios , além de trazer junto quase uma sentença ao linchamento?
posted by MÁRCIA DO VALLE
3.6.09
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Mais uma carta para a filha
Um dia, filha, eu vou te levar de volta para cá, vou te contar de quando a gente veio aqui pela primeira vez, e você nem vai lembrar, porque você hoje só tem 1 ano. Daí muitas coisas já vão ser diferentes por aqui, e eu vou dizer que antes era melhor, porque essa é a tendência natural da vida, a nostalgia. Vou te contar que tinha um pula pula enorme que você tinha gostado tanto, mas tanto, que tinha aprendido a falar "pua pua", vou falar de quando você saía correndo para perseguir os passarinhos e os lagartos, do camaleão enorme que morava nas árvores perto da piscina, de como você gostou tanto quando a gente encontrou um sapo enorme, que você ficou procurando por ele todos os outros dias, mas a gente não conseguiu encontrar. Vou dizer que bons tempos eram aqueles, quando você ficava horas e horas brincando feliz na areia com um baldinho e duas pás, e minha única preocupação era te passar filtro solar e te manter na sombra, já que você sempre foi muito branquinha. E eu vou te contar todas essas coisas e você já vai pensar "mais uma história da minha mãe", como é natural que os filhos pensem. E você nem vai dar muita atenção para me ouvir falando de antigamente". E talvez você nem ache tudo aqui tão deslumbrante quanto eu acho. Mas o que eu realmente queria te contar, filha, é que esse lugar acrescentou muita coisa ao meu conceito de paraíso. Porque eu já não era exatamente uma mãe novinha quando você nasceu, e nesses anos todos que se passaram antes do seu nascimento, eu achei que já tinha consolidado meu conceito de paraíso. E esse conceito sempre incluíu uma praia, claro. Mas eu achava que para ser paraíso mesmo, tinha que envolver também um acesso difícil, uma barraca de camping, banho frio e comida feita no fogareiro. E aqui, filha, eu descobri que não, que o paraíso também pode ter conforto e infra-estrutura. Ah, filha, o paraíso pode ser aqui! O paraíso é aqui e em vários outros lugares que a gente ainda vai conhecer! E é por isso que eu quero tanto te trazer aqui de volta daqui a alguns anos, quando a gente já tiver viajado para esses vários outros paraísos. Mesmo assim, vou querer te trazer aqui, para te mostrar onde começou esse meu conceito mais amplo de paraíso. Onde foi meu primeiro paraíso com conforto e infra-estrutura. Ah, filha, e é muito bom descobrir que o conceito de paraíso pode ser mais amplo do que se imaginava. É muito bom expandir horizontes e deixar de ter idéias pré-concebidas. Isso sim, é o que eu aprendi nesse paraíso e quero conseguir te ensinar: que o conceito de paraíso sempre pode ser expandido. Porque paraíso, filha, é muito bom e nunca é demais.
posted by MÁRCIA DO VALLE
28.5.09
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